Autor espiritual: Ezequiel
Escrito:
médium Marcelo Passos
Irmãos e irmãs!
Nesta proposição vamos refletir sobre a fabula da raposa e as uvas, cujo seu contexto traz a figura de uma raposa que ao tentar, sem sucesso, alcançar um cacho de uvas maduras e ao perceber que não as conseguiria, vai embora dizendo que as uvas estavam verdes e estragadas.
Esta fabula traz uma importante reflexão da qual devemos, em nossa individualidade, prestar atenção em tudo que nos é ensinado e informado, tão quanto tudo aquilo que sai de nosso coração a coletividade. Afinal, somos seres receptadores e ao mesmo tempo criadores, e, portanto, é essencial estarmos sempre atentos e reflexivos a tudo para não incorrermos no abismo das discórdias e injustiças, como de estarmos em alerta ainda mais dos fantasmas que por vezes criamos quanto as fraquezas dos nossos preconceitos humanos e destoantes da vontade do Pai que nos rege. Afinal, conforme for o resultado daquilo que captamos e colocamos em prática, podemos deflagar guerras sem precedentes e, consequentemente nos levar a arrependimentos e vergonhas diante o Criador quando ao invés de tornarmos anjos e aliados, nos tornamos algozes como ocorrera com Jesus.
Pois no tempo do Cristo encarnado, havia-se na sociedade um vício contaminante disfarçado de sacralidade, onde os ditos poderosos dos templos se apossavam das reflexões proféticas para poder dominar a sociedade pelo medo. De certo que poderiam ler os textos sagrados na sua literalidade, porém, o risco do vicio devastador estava naquilo que era criado pós a leitura, ou seja, pelas palavras e reflexões a época, onde poucos usavam do seu poder para ter a coletividade sob seus domínios, deturpando o teor evangélico a manutenção de um poder desvairado e egoístico que persiste, até os dias atuais, fazerem vítimas e mais vítimas por conta do mal da intolerância irreflexiva. Desde a época até os dias atuais, os considerados poderosos, não apenas do campo religioso, não permitem que as pessoas possam ir além daquilo que por eles são criados e ditos. Verdade essa é que, quando Jesus veio ao mundo, tratou de nos instigar ao questionamento e ao mesmo tempo ampliar o nosso conceito sobre a verdadeira vontade do Pai sobre nós, e da importância que temos para Ele na existência.
Entretanto, o que houve na época de Jesus e o que acontece até os dias atuais? Jesus, apenas por nos mostrar a verdadeira face de Deus foi perseguido, questionado, caluniado, preso, traído, julgado e crucificado. E com seus discípulos e seguidores? Estes foram perseguidos e martirizados, e por quê? Apenas porque incomodaram os viciosos do poder e buscarem mostrar as pessoas, a qual nos incluímos a ampliar o conhecimento e comportamento além daquilo que por eles eram ditos.
Entretanto, o que ocorreu desde então até os dias atuais? Ou seja, o que acontece quando alguém ou uma coletividade se permite posicionar diferente daquilo que os ditos influentes fazem ou falam? Seja no campo religioso, político, cultural e continental? Certamente houve muitos avanços neste quesito, ou seja, da busca pela autorreflexão, porém, ainda há muitos confinados e que continuam se permitindo serem dominados e disseminado ódio, intolerância, preconceito e guerra.
Portanto irmãos e irmãs entendam, Deus nos concedeu a dadiva de uma inteligência e o discernimento, por isso não se deixe contaminar pelos vícios intolerantes e parcial dos homens, seja crítico, ouça sim, mas reflita, aproveite aquilo que possa aproveitar, descarte aquilo que não representa Deus e sua vontade, isto é, Deus não nos julga e nos vê simplesmente pela aparência como parte dos homens costumam fazer uns aos outros em sua pequenez, Ele nos enxerga profundamente.
Por fim irmãos e irmã, poderemos não ser compreendido em nossas posições e principalmente se resolvermos caminhar na contramão de um senso comum, e mesmo que te firam nunca deixe de refletir que somos seres receptadores e criadores, e muito menos deixe de refletir a seguinte lição: Penso, logo existo. Conquanto, mesmo sendo responsáveis e livre por nossos atos e pensamentos, nunca deixe de fazer a reforma intima, pois também somos vulneráveis a criar vícios e virtudes.






