terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

SERÁ QUE REALMENTE ESTAMOS PREPARADO PARA RECONHECER O CRISTO?

 

Autor espiritual: Ezequiel

Escrito: médium Marcelo Passos

 

Irmãos e irmãs!

 

Quando estamos em processo de evolução e na convivência com outros mais, principalmente no núcleo íntimo da qual pertencemos, um dos anseios é e será sempre a busca incessante pela prosperidade em suas mais variadas formas e pela paz. Toda a nossa história pessoal e coletiva é traçada por gerações longínquas que de certo modo emoldura o nosso perfil.

 

É logico que ninguém é e será igual a ninguém, no entanto, um alinhamento ancestral de certa forma nos identifica na atualidade, mesmo que nos percamos ao longo da jornada. A identidade naturalmente seguirá um determinado curso de ordem dito natural. E assim, por vezes, estes moldes acaba se estendendo e impactando na cultura de uma pessoa, de uma família, de um povo, de um país e até mesmo de um continente. E, neste viés, muitos acabam adotando uma certa personalidade e creem neste ideal como fonte quase única de conduta e comportamento essencial frente a sua sociedade como um todo, e quando alguém de certo modo desalinha-se com esta analogia, naturalmente instala-se uma insegurança, um caos, podendo inclusive levantar guerras e conflitos diversos por algo, talvez, subjetivo, tudo porque alguém trouxe uma dita imparidade e ou falou uma linguagem quase incompreendida, pois a maioria das pessoas assim como nós, acabam se protegendo na segurança de uma zona de conforto. E então!? Diante a proferida diferença, quem está certo? 

 

Quando o Cristo veio encarnado entre os homens, Ele não trouxe nada de diferente do que já havia sido anunciado pelos profetas, simplesmente se fez vivo entre as profecias, entretanto, quem realmente estava preparado para viver esta realidade? Grande parte dos sacerdotes daquele período, principalmente de seus maiores líderes que tanto anunciara a vinda do Messias traçadas nas escrituras não conseguiram identificar naquele Nazareno a profecia se cumprindo. E, sabem por que o Cristo causou e trouxe todo este abalado naquela sociedade? Seria por conta da incredulidade? Em muitos casos, talvez...; por que ele estava atrapalhando os interesses escusos? Provavelmente..., mas a grande confusão, assim como nós ainda fazemos, é adotar em nosso imaginário um certo perfil, uma certa ideologia e acreditar nela como única vertente sem se permitir ouvir outras realidades, pois a época acreditava-se que o Messias viria em um trono de ouro e todo coberto de pompas e das mais afortunadas riquezas materiais, porém, o Mestre contrariou toda uma expectativa levantada, veio completamente na contramão de um ideal até então eleito por aquela gente, pois para muitos daqueles influentes era inadmissível que o enviado de Deus viria como um mero carpinteiro e de uma família dita pobre e sem qualquer influência social. E por este e outros motivos é que foi perseguido, caluniado, ofendido, traído e crucificado..., e tudo porque ele abalou a estrutura do mundo de uma forma surpreendente criado por aquela sociedade.

Afinal, naquele tempo o Cristo no cumprimento de sua missão andara entre os marginalizados da sociedade, ou seja, andava e pregava o verdadeiro Deus para aqueles que eram proibidos de andar entre os demais e muito menos de participar da pregação nos templos, isto é, andava junto aos pobres, aos doentes e aqueles eleitos pecadores e de certo modo indignos de conviver na sociedade e àqueles que quisesse ouvir o profundo e verdadeiro sentido do evangelizar. Cristo falava do evangelho do amor de Deus para todos e não do terror do Deus para poucos. E por isso que a sua postura era e foi cruelmente condenada e atacada pelos que se consideravam doutores da lei e graduados da palavra dos profetas. Contudo, a saber, mesmo tendo sido perdoados pela nossa vil ignorância embebecida de preconceitos, é importante elucidar que o Cristo não sofrera com a marginalização apenas pelos ditos poderosos, sofrera também a perseguição por muitos do povo e de diferentes classes.

 

Por fim, diante está reflexão, qual será e seria a nossa posição diante essa realidade da época? Isto é, se não soubéssemos hoje que ele era o Cristo e ou mesmo sabendo quem ele é, e se posicionasse diante de nós com vestes simplórias e descalço e sem qualquer adorno? Ou se ele chegasse até nós maltrapido, sujo e morando nas ruas? Será que realmente estaríamos preparados para reconhecê-lo nesta personalidade? E ou o julgaríamos com todo furor ferino no apogeu de nossas convicções e ideologias divisivas? Será que se esse mesmo homem, fora do padrão social eleito pela sociedade e também por nossa individualidade, chegasse até nós sem nada para pedir e falasse unicamente sobre o evangelho, será que pararíamos para ouvi-lo com atenção? Ou será que ainda devemos esperá-lo vir intocável e envolto de um trono abastado?