domingo, 22 de março de 2026

MUITO ALÉM DA RELIGIÃO

 

Autor espiritual: Ezequiel da falange de Dr. Bezerra de Menezes

Escrito: médium Marcelo Passos

 

Irmãos e irmãs!

 

Conflitos continentais pelo progresso ocorrem desde a gênese do mundo, e por vezes tendo como principal teor as equivocadas e humanas interpretações religiosas, onde, por vezes, determinados hábitos torna-se a identidade de uma nação. E, assim, parte da criatura humana têm se afastado da pura e verdadeira fraternidade religiosa e divina, ou seja, criaturas criadas pelo mesmo hálito empunhando espadas afiadas em desfavor uns dos outros por diversas razões e alimentadas pelo egoísmo, inveja e iras.

As religiões na sua contextualização devem ter um papel fundamental na organização e instrução evolutiva da sociedade seguindo as orientações divina, bem como na formação espiritual à eternidade, como a escola que prepara e instrui o estudante a catedral.

Entretanto, o que se tem visto é o retrogrado da palavra do amor disseminada pelo ódio e vinganças, vê-se sacerdotes e autoridades usurpando e destoando de Deus as práticas nefastas e afastando assim os homens de Deus, e não Deus do homem. Afinal, quando o homem se afasta de Deus, este se permite a ação do mal sem qualquer cerimônia em sua vida, pois o maléfico obsedia o que tem de melhor, mas   que ainda fraqueja e o instiga as práticas contrarias do evangelho.

O mal na sociedade é disseminado como um vírus perturbador a ser combatido, isso porque há muitos que são influenciados pelas mazelas que ainda carregam dentro de si, e que vem ao mundo pela graça de Deus na encarnação para reparação através das provas e expiações para aprender, evoluir e curar. Porém, nesta tendencia da insegurança humana, o maligno se aproveita das almas em evolução e se utiliza deste fator sem o menor pudor, ou seja, de querer falir a criatura humana usando a própria criatura. Assim como ocorre com as religiões, isto é, o seguimento que deveria focar unicamente na graduação permanente das almas eternas pregando o amor e a união, usam seus pares a disseminar rompimentos, preconceitos, intolerâncias, ódios e perturbações, principalmente quando um indivíduo defronte aquele que tem uma filosofia diversa, e ao invés de elevar o respeito com a sabedoria divina que carrega dentro de si, deixam-se influenciar por sua própria macula ao invés de multiplicar o bem.

Cristo veio ao mundo e trouxe a boa nova permissiva a todos, como mostrou-nos a verdadeira face de Deus que busca a união entre seus filhos sem qualquer detrimento, afinal, há algum registro de que Jesus virou as costas para alguém por divergir de sua doutrina? Por acaso Jesus tratou alguém com intolerância, preconceito por não concordarem com sua palavra como faz os homens e suas religiões? Jesus excluiu alguém? Jesus negou ajudar alguém? J sus condenou alguém ao fogo eterno do sofrimento? No entanto, parte dos homens que se propõe a refletir e está nos púlpitos a discorrer sobre o Cristo levantam muros instransponíveis do preconceito e intolerância uns contra outros ao invés de edificar pontes de amor e oportunidades que nos ligam diretamente a Deus sem qualquer impeditivo a fonte do bem.

É evidente que o Criador compreende toda a situação além da percepção limitada do homem, e ao contrário do que por vezes é dito, Ele não julga a criatura humana como a própria criatura humana costuma fazer baseada na aparência, Ele nos julga pela sinceridade e densidade do coração mesmo que por vezes não consigamos externar. Por isso nos proporciona a misericórdia de voltarmos a si pela reforma intima quantas vezes forem necessárias ao nosso bem eterno. 

As doutrinas são importantes a efetivação e exercício da obra de Deus na Terra em prol da evolução maior. Todavia, as doutrinas não devem se represar nos rótulos limitadores e suas particularidades, e sim servir de amparo, de exemplo e de auxílio. 

Cristo nos mostra como é importante saber romper paradigmas e conviver com todos sem qualquer distinção, como fizera no Poço de Jacó ao conversar com a samaritana, isto porque judeus e samaritanos não conversavam entre si, porém, o Mestre, pelo seu gesto mostrou que Deus esta muito além das fronteiras culturais e religiosas pautadas pelo preconceito levantadas pelo homem em desfavor do próprio homem. 

Lamentavelmente, avançados mais de dois milênios a divisão continua sendo disseminada com ódio por todo o planeta, contrariando os propósitos de Deus, pois quando Cristo edificou a sua igreja, jamais a rotulou, como nunca instigou os apóstolos e seguidores a condenar, a excluir, a odiar, a impedir, a enganar, a corromper, e sim instruiu-nos que a sua palavra através de nossos atos e sentimentos deveriam ser universais e pautada exclusivamente pela evolução pessoal através da fé, do amor e da caridade, como afirmou que, aonde houvesse dois ou mais reunidos em nome, também estaria presente. 

Portanto, se a religião profetizada fala e ensina o sentido real do amor, perdão e caridade, se suas ações, mesmo com suas peculiaridades torna o homem cada vez mais justo, compreensível, caridoso, amoroso, humilde, evoluído, se o tira dos vícios diversos, se o ensina a perdoar e a dividir com altruísmo, se o auxilia a se esforçar para não mais pecar e o torna sábio sem partidarismo, saibam que Cristo vive nesta. Pois o proposito real é nos prepararmos a eternidade com Deus.