domingo, 20 de setembro de 2026

NOSSOS GUIAS



Autor espiritual: Ezequiel

Escrito: médium Marcelo Passos 

Irmãos e irmãs! 

A figura de um ente invisível que acompanha o homem em sua jornada terrena é repleta de contradições, dúvidas, curiosidades, críticas, descrença, fé e mesmo desconfianças. Afinal, quem seria esse personagem bastante discutível e que desperta em cada um sentimento sensíveis? Seria alguém real ou meramente fruto de um imaginário popular? Se existe, qual o seu nome? E o que ele efetivamente faz por mim? De fato, são questionamentos diante este mistério que torna por hábito discussões adversas na sociedade.

Importante entender que este guia que se faz presente entre os homens, são espíritos em franca evolução como cada ser, e que alcançara uma condição natural a se unir ao homem atraídos por um sentimento genuíno, onde um dia entenderemos a sua magnitude. Uma das virtudes conquistadas por este elo é o de ajudar sem pleitear quaisquer reconhecimentos vaidosos e compreendendo os limites do auxílio como o respeito ao livre arbítrio sem interferências decisivas, mas que jamais abandona um amigo em dificuldade mesmo diante as teimosias que ainda é inerente a nós ao querer ter mais razão de que buscar a felicidade pela virtude da humildade.

Agora, quem seria este guia? Posso saber? Muitos caminharão pelo seu caminho sem saber de quem se trata, podendo receber diversas nomenclaturas de diferentes vertentes. No entanto, a sua missão é una, ou seja, ajudar sem barreiras e condições, onde a sua função será a de transmitir ao seu tutelado experiencias vivenciadas, ensinamentos aprendidos, caminhos percorridos e riscos superados. Intentando que a sua atividade pode-se equiparar a de um guia de viagem, ou seja, quando o turista interessa viajar para uma cidade, um estado ou um país, de pronto buscará em seu roteiro a ajuda de alguém experiente e que conhece aquele destino e que poderá auxiliá-lo com proficiência e segurança mostrando os locais importantes e seguros, como os pontos de risco.  Porém, mesmo com o apoio, conselhos e orientação do guia de viagem, o indivíduo tem a liberdade e a responsabilidade de poder se arriscar qual ocorre com os homens em seu progresso, que recebe todos os conselhos, seja do irmão indivisível quanto daqueles que estão ao seu redor em missão encarnada, e que também é um guia tão importante quanto aqueles invisíveis. Conquanto, de usufruto de sua liberdade, o homem tem em sua deliberação o poder atribuído pela lei do livre arbítrio de caminhar na contramão de seu traçado e iminente destino evolutivo, e ciente de sua responsabilidade, isto é, não nascerá maçã plantada com a semente da laranja, mas que a qualquer momento Deus e seus guias estarão apostos a reorganizar o espírito quando reconhecer seus enganos no desejo do endireitamento segundo as leis divinas.

Ao contrario da limitação humana em franca evolução e ainda dependente de aplausos externos quanto a uma tarefa benigna realizada, o guia designado, que também está em seu processo de evolução, conhece da sua missão e limitações diversas, avançando na superação do estágio do apego as convenções sociais quanto as deferências e reconhecimentos, buscando trabalhar incisivamente no seu assistido o senso de juízo, incutindo-o de maneira espontânea a direção de responsabilidade pessoal mostrando-lhe através da consciência e experiências os caminhos luminosos, bem como a liberdade de escolhas e consequências. Por essa razão que muitos roteiristas permanecerão silentes ao seu tutelado para que este possa de maneira justa, evoluir e se desenvolver de plenamente.

Quanto ao mistério envolto da sua identidade, justifica-se para que os seus alunos não inflamem a preguiça que por vezes o consome quanto a dependência de outras fontes a deduzir e instrui-lo sem qualquer esforço aos rumos da qual percorrer, e menos ainda para que incendeiem na pessoalidade as vaidades que se tornam armadilhas traiçoeiras, pois envolto do encarnado há testemunhas de diferentes energias, afinal, o homem é um imã de suas escolhas, e conforme sua conduta, atrairá simpatizantes fará com que o homem se perca nas suas virtudes entregando-o aos vícios, onde este deverá lutar com personalidade se esforçando para vencer suas próprias limitações e obstáculos.

Contudo, é importante saber que os guias não se limita aos irmãos invisíveis e consideravelmente anônimos, há muitos outros e de diferentes formas espalhados entorno de cada pessoa e da coletividade, seja pelos encarnados que mesmo com suas limitações se dispõe a ensinar e ajudar uns aos outros mesmo que ainda dependam de reverencias, mas que sempre pode ensinar boas lições por conselhos tão quanto por experiencias entre conhecidos, anônimos, personalidades e enfim, os guias estão por todos os cantos e formas, e para senti-los hão de ter fé para crer, ouvidos para ouvir, amor para sentir e disposição com humildade para aprender. Como há os guias invisíveis além dos que já acompanham seu afilhado, e acredite, há muitos outros que simpatizam e se dispõe pelo estágio do amor incondicional, auxiliar uns aos outros pelo simples desejo de amar. Como pode o educando também ser um guia. E, por fim, seja em qual condição for e ou estejamos, sigamos sempre as instruções do guia maior que é Jesus Cristo fonte de toda graça que nos ajuda a seguir e nos inspirar a poder ajudar uns aos outros a também seguir pela mesma seara.

  

sábado, 5 de setembro de 2026

AFINAL, QUEM É O DIABO?

 

Autor espiritual: Ezequiel

Escrito: médium Marcelo Passos 

Irmãos e irmãs!

 Nesta proposição vamos aprofundar em uma pauta importante e sensível a ser reflexiva no processo evolutivo. Afinal, quem é essa figura que chamamos de diabo e que praticamente o culpamos por praticamente todos os enganos que praticamos a pretexto de esconder nossa própria culpa?

Seria ele o anjo decaído? Ou seria aquela figura de chifres, cauda pontuda e um tridente nas mãos retratado pela sociedade responsável por todo mal?

Evidentemente que este personagem é real, como pode exercer certa influência entre os homens, agora, será ele é o único e exclusivo culpado por nossos enganos? Ou será que ele apenas acende em nós um pavio explosivo prestes a explodir e atingir por estilhaços quem estiver pela frente?

Importante compreender que somos espíritos em processo evolutivo e que carregamos fatores pessoais a serem exaustivamente trabalhados ao aprimoramento em busca do esplendor. Temos fraquezas? Sim, várias! É justificativa?

Por vezes nos encontramos vulneráveis e ocorrem fatos que poderão contribuir ainda mais para a derrocada, como por exemplo, o viciado que tenta se curar de sua tendencia, e surgem elementos para que continue envolto de sua falência e evite a sua cura. Agora, quando cairmos na tentação, será mesmo que o Pai relegaria a seu próprio filho ajuda, o amparo, a proteção e a oportunidade de cura? Será que o Criador não receberia de braços aberto o filho prodigo enviando-o ao castigo extremo do fogo e do sofrimento eternos?

A sociedade de Deus caminha em seu franco progresso, e neste interim, não incomum encontrar situações adversas que poderá fazer-nos desviar o foco do desenvolvimento. Entendendo que o maligno atuará sempre em nossos pontos de vulnerabilidade.

São estes pontos frágeis que o maligno atuará incisivamente em desfavor do espirito, porém, ao contrário do que acredita-se, o diabo não fará o estrondo, ele apenas acenderá o nosso estopim, mas que a qualquer momento poderemos cortar essa ameaça e evitar um dano, contudo, se a detonação for inevitável, saiba que seremos diretamente cobrados; assim como um ladrão que adentra um imóvel e desvia os objetos deste ambiente, e ao ser apreendido lhe será forçado a restituir os bens subtraídos; afinal, somos dotados de sabedoria, discernimento e inteligência, como proprietários das próprias escolhas, e quando provocamos um agravo, saiba que este diabo não será unicamente responsabilizado mesmo que tenha iniciado a balburdia, ou seja, acendido a ideia; pois o que simplesmente ele desperta, já é algo inflamável existente em nós, onde cabe-nos o juízo de cessar e ou permitir a detonação e consequentemente o dever de ter que limpar as sujeiras e consertar os estragos.

Compreende-se que organizar todo um caos provocado por nossa imensa culpa requerera de nossa parte paciência, dedicação, esforço, superação, trabalho, entrega, e muitas vezes suor e lagrimas.

Entretanto, mesmo sabendo que somos os únicos responsáveis pelos atos, Deus sabe de todas as nossas carências, como jamais nos colocaria em situações deploráveis como intenta o maligno. Por isso, para nos ajudar, Ele nos enviará ajudantes a nos ajudar, pois ele jamais nos abandona.

Afinal de contas quais são esses pavios que o diabo acende em nós? São as situações e ideias. E o que seria esses explosivos existente em nós? Um conjunto de componentes, entre eles: Intolerância, preconceitos, vaidades, orgulhos, inveja, egoísmos, corrupção, heresias contra Deus e nossos semelhantes, prepotência, arrogância, injustiças, roubos, assassinatos, desonra, traições, adultérios entre muitos outros. Como posso interromper essa detonação? Seguindo as orientações tragas por profetas e pelo Cristo, ou seja, a prática permanente da humildade, do altruísmo, da benevolência, da compaixão, da justiça, da caridade, do amor, do perdão, da amizade, da fidelidade e lealdade, do auxílio e enfim, são situações que trazem desafios, mas se quisermos realmente seguir e viver de fato um ambiente de paz, com alegria e felicidade é necessário fazer nossa parte pela força de vontade, pela perseverança, e principalmente de renúncias para alcançar estes objetivos. Quantas vezes deixamos que os nossos males explodam? Quantas vezes preferimo-nos fazer de vítimas, terceirizando nossa culpa e, entregando-se a preguiça e a inercia da reação? Compreendendo que, caso alguém nos ameace e ou ofenda, não reagimos de imediato? Por que não reagir a astucia do inimigo que habita em nós mesmos? O diabo pode até existir e propor suas ideias. E nós? Como filhos de Deus e que carrega a centelha divina? Onde esta nossa autoridade e nosso poder de exorcizar estes males?

Por fim, pode-se considerar a vivência constante de desafios e conflitos que havemos de travar sistematicamente, contra o externo e principalmente conosco. Não é uma missão simples e fácil, estamos diante a uma guerra que precisa ser travada e lutada. E como toda guerra é preciso utiliza-se de sabedoria para vencê-la, estratégicas para superar dificuldades e os obstáculos para enfrentar o inimigo mais perigoso que temos, isto é, nós mesmos, é fundamental ser perseverante, pois o desanimo acontece, o sentimento de derrota vem, a vontade de se render e entregar-se ao inimigo é forte e submeter ao seus desmandos, por isso é essencial unir-se sempre a bons aliados que Deus nos agracia, compreendendo que não são seres perfeitos como idealizamos, são forças que se une, e o mais importante é seguir as orientações do grande líder que Deus já nos enviou ouvindo-o sem questionamentos, obediência sem rebeldia, aceita-lo sem vaidades e se equipando das mais poderosas armas que nos disponibiliza e incapaz de fazer qualquer mal a alguém, muito menos aos que consideramos inimigos, são as armas do amor, da misericórdia, do perdão juntamente com o escudo da humildade e da caridade.