Autor espiritual: Ezequiel
Escrito: médium Marcelo Passos
Irmãos e
irmãs!
Seria
ele o anjo decaído? Ou seria aquela figura de chifres, cauda pontuda e um
tridente nas mãos retratado pela sociedade responsável por todo mal?
Evidentemente
que este personagem é real, como pode exercer certa influência entre os homens,
agora, será ele é o único e exclusivo culpado por nossos enganos? Ou será que
ele apenas acende em nós um pavio explosivo prestes a explodir e atingir por
estilhaços quem estiver pela frente?
Importante
compreender que somos espíritos em processo evolutivo e que carregamos fatores pessoais
a serem exaustivamente trabalhados ao aprimoramento em busca do esplendor. Temos
fraquezas? Sim, várias! É justificativa?
Por
vezes nos encontramos vulneráveis e ocorrem fatos que poderão contribuir ainda
mais para a derrocada, como por exemplo, o viciado que tenta se curar de sua
tendencia, e surgem elementos para que continue envolto de sua falência e evite
a sua cura. Agora, quando cairmos na tentação, será mesmo que o Pai relegaria a
seu próprio filho ajuda, o amparo, a proteção e a oportunidade de cura? Será que
o Criador não receberia de braços aberto o filho prodigo enviando-o ao castigo extremo
do fogo e do sofrimento eternos?
A
sociedade de Deus caminha em seu franco progresso, e neste interim, não incomum
encontrar situações adversas que poderá fazer-nos desviar o foco do desenvolvimento.
Entendendo que o maligno atuará sempre em nossos pontos de vulnerabilidade.
São
estes pontos frágeis que o maligno atuará incisivamente em desfavor do espirito,
porém, ao contrário do que acredita-se, o diabo não fará o estrondo, ele apenas
acenderá o nosso estopim, mas que a qualquer momento poderemos cortar essa ameaça
e evitar um dano, contudo, se a detonação for inevitável, saiba que seremos diretamente
cobrados; assim como um ladrão que adentra um imóvel e desvia os objetos deste ambiente,
e ao ser apreendido lhe será forçado a restituir os bens subtraídos; afinal, somos
dotados de sabedoria, discernimento e inteligência, como proprietários das próprias
escolhas, e quando provocamos um agravo, saiba que este diabo não será unicamente
responsabilizado mesmo que tenha iniciado a balburdia, ou seja, acendido a
ideia; pois o que simplesmente ele desperta, já é algo inflamável existente em
nós, onde cabe-nos o juízo de cessar e ou permitir a detonação e consequentemente
o dever de ter que limpar as sujeiras e consertar os estragos.
Compreende-se
que organizar todo um caos provocado por nossa imensa culpa requerera de nossa parte
paciência, dedicação, esforço, superação, trabalho, entrega, e muitas vezes
suor e lagrimas.
Entretanto,
mesmo sabendo que somos os únicos responsáveis pelos atos, Deus sabe de todas as
nossas carências, como jamais nos colocaria em situações deploráveis como intenta
o maligno. Por isso, para nos ajudar, Ele nos enviará ajudantes a nos ajudar,
pois ele jamais nos abandona.
Afinal
de contas quais são esses pavios que o diabo acende em nós? São as situações e ideias.
E o que seria esses explosivos existente em nós? Um conjunto de componentes,
entre eles: Intolerância, preconceitos, vaidades, orgulhos, inveja, egoísmos,
corrupção, heresias contra Deus e nossos semelhantes, prepotência, arrogância, injustiças,
roubos, assassinatos, desonra, traições, adultérios entre muitos outros. Como posso
interromper essa detonação? Seguindo as orientações tragas por profetas e pelo
Cristo, ou seja, a prática permanente da humildade, do altruísmo, da benevolência,
da compaixão, da justiça, da caridade, do amor, do perdão, da amizade, da
fidelidade e lealdade, do auxílio e enfim, são situações que trazem desafios,
mas se quisermos realmente seguir e viver de fato um ambiente de paz, com
alegria e felicidade é necessário fazer nossa parte pela força de vontade, pela
perseverança, e principalmente de renúncias para alcançar estes objetivos. Quantas
vezes deixamos que os nossos males explodam? Quantas vezes preferimo-nos fazer
de vítimas, terceirizando nossa culpa e, entregando-se a preguiça e a inercia
da reação? Compreendendo que, caso alguém nos ameace e ou ofenda, não reagimos de
imediato? Por que não reagir a astucia do inimigo que habita em nós mesmos? O diabo
pode até existir e propor suas ideias. E nós? Como filhos de Deus e que carrega
a centelha divina? Onde esta nossa autoridade e nosso poder de exorcizar estes
males?
Por fim, pode-se considerar a vivência constante de desafios e conflitos que havemos de travar sistematicamente, contra o externo e principalmente conosco. Não é uma missão simples e fácil, estamos diante a uma guerra que precisa ser travada e lutada. E como toda guerra é preciso utiliza-se de sabedoria para vencê-la, estratégicas para superar dificuldades e os obstáculos para enfrentar o inimigo mais perigoso que temos, isto é, nós mesmos, é fundamental ser perseverante, pois o desanimo acontece, o sentimento de derrota vem, a vontade de se render e entregar-se ao inimigo é forte e submeter ao seus desmandos, por isso é essencial unir-se sempre a bons aliados que Deus nos agracia, compreendendo que não são seres perfeitos como idealizamos, são forças que se une, e o mais importante é seguir as orientações do grande líder que Deus já nos enviou ouvindo-o sem questionamentos, obediência sem rebeldia, aceita-lo sem vaidades e se equipando das mais poderosas armas que nos disponibiliza e incapaz de fazer qualquer mal a alguém, muito menos aos que consideramos inimigos, são as armas do amor, da misericórdia, do perdão juntamente com o escudo da humildade e da caridade.
