sábado, 5 de setembro de 2026

AFINAL, QUEM É O DIABO?

 

Autor espiritual: Ezequiel

Escrito: médium Marcelo Passos 

Irmãos e irmãs!

 Nesta proposição vamos aprofundar em uma pauta importante e sensível a ser reflexiva no processo evolutivo. Afinal, quem é essa figura que chamamos de diabo e que praticamente o culpamos por praticamente todos os enganos que praticamos a pretexto de esconder nossa própria culpa?

Seria ele o anjo decaído? Ou seria aquela figura de chifres, cauda pontuda e um tridente nas mãos retratado pela sociedade responsável por todo mal?

Evidentemente que este personagem é real, como pode exercer certa influência entre os homens, agora, será ele é o único e exclusivo culpado por nossos enganos? Ou será que ele apenas acende em nós um pavio explosivo prestes a explodir e atingir por estilhaços quem estiver pela frente?

Importante compreender que somos espíritos em processo evolutivo e que carregamos fatores pessoais a serem exaustivamente trabalhados ao aprimoramento em busca do esplendor. Temos fraquezas? Sim, várias! É justificativa?

Por vezes nos encontramos vulneráveis e ocorrem fatos que poderão contribuir ainda mais para a derrocada, como por exemplo, o viciado que tenta se curar de sua tendencia, e surgem elementos para que continue envolto de sua falência e evite a sua cura. Agora, quando cairmos na tentação, será mesmo que o Pai relegaria a seu próprio filho ajuda, o amparo, a proteção e a oportunidade de cura? Será que o Criador não receberia de braços aberto o filho prodigo enviando-o ao castigo extremo do fogo e do sofrimento eternos?

A sociedade de Deus caminha em seu franco progresso, e neste interim, não incomum encontrar situações adversas que poderá fazer-nos desviar o foco do desenvolvimento. Entendendo que o maligno atuará sempre em nossos pontos de vulnerabilidade.

São estes pontos frágeis que o maligno atuará incisivamente em desfavor do espirito, porém, ao contrário do que acredita-se, o diabo não fará o estrondo, ele apenas acenderá o nosso estopim, mas que a qualquer momento poderemos cortar essa ameaça e evitar um dano, contudo, se a detonação for inevitável, saiba que seremos diretamente cobrados; assim como um ladrão que adentra um imóvel e desvia os objetos deste ambiente, e ao ser apreendido lhe será forçado a restituir os bens subtraídos; afinal, somos dotados de sabedoria, discernimento e inteligência, como proprietários das próprias escolhas, e quando provocamos um agravo, saiba que este diabo não será unicamente responsabilizado mesmo que tenha iniciado a balburdia, ou seja, acendido a ideia; pois o que simplesmente ele desperta, já é algo inflamável existente em nós, onde cabe-nos o juízo de cessar e ou permitir a detonação e consequentemente o dever de ter que limpar as sujeiras e consertar os estragos.

Compreende-se que organizar todo um caos provocado por nossa imensa culpa requerera de nossa parte paciência, dedicação, esforço, superação, trabalho, entrega, e muitas vezes suor e lagrimas.

Entretanto, mesmo sabendo que somos os únicos responsáveis pelos atos, Deus sabe de todas as nossas carências, como jamais nos colocaria em situações deploráveis como intenta o maligno. Por isso, para nos ajudar, Ele nos enviará ajudantes a nos ajudar, pois ele jamais nos abandona.

Afinal de contas quais são esses pavios que o diabo acende em nós? São as situações e ideias. E o que seria esses explosivos existente em nós? Um conjunto de componentes, entre eles: Intolerância, preconceitos, vaidades, orgulhos, inveja, egoísmos, corrupção, heresias contra Deus e nossos semelhantes, prepotência, arrogância, injustiças, roubos, assassinatos, desonra, traições, adultérios entre muitos outros. Como posso interromper essa detonação? Seguindo as orientações tragas por profetas e pelo Cristo, ou seja, a prática permanente da humildade, do altruísmo, da benevolência, da compaixão, da justiça, da caridade, do amor, do perdão, da amizade, da fidelidade e lealdade, do auxílio e enfim, são situações que trazem desafios, mas se quisermos realmente seguir e viver de fato um ambiente de paz, com alegria e felicidade é necessário fazer nossa parte pela força de vontade, pela perseverança, e principalmente de renúncias para alcançar estes objetivos. Quantas vezes deixamos que os nossos males explodam? Quantas vezes preferimo-nos fazer de vítimas, terceirizando nossa culpa e, entregando-se a preguiça e a inercia da reação? Compreendendo que, caso alguém nos ameace e ou ofenda, não reagimos de imediato? Por que não reagir a astucia do inimigo que habita em nós mesmos? O diabo pode até existir e propor suas ideias. E nós? Como filhos de Deus e que carrega a centelha divina? Onde esta nossa autoridade e nosso poder de exorcizar estes males?

Por fim, pode-se considerar a vivência constante de desafios e conflitos que havemos de travar sistematicamente, contra o externo e principalmente conosco. Não é uma missão simples e fácil, estamos diante a uma guerra que precisa ser travada e lutada. E como toda guerra é preciso utiliza-se de sabedoria para vencê-la, estratégicas para superar dificuldades e os obstáculos para enfrentar o inimigo mais perigoso que temos, isto é, nós mesmos, é fundamental ser perseverante, pois o desanimo acontece, o sentimento de derrota vem, a vontade de se render e entregar-se ao inimigo é forte e submeter ao seus desmandos, por isso é essencial unir-se sempre a bons aliados que Deus nos agracia, compreendendo que não são seres perfeitos como idealizamos, são forças que se une, e o mais importante é seguir as orientações do grande líder que Deus já nos enviou ouvindo-o sem questionamentos, obediência sem rebeldia, aceita-lo sem vaidades e se equipando das mais poderosas armas que nos disponibiliza e incapaz de fazer qualquer mal a alguém, muito menos aos que consideramos inimigos, são as armas do amor, da misericórdia, do perdão juntamente com o escudo da humildade e da caridade.