Autor
espiritual: Ezequiel
Escrito: médium Marcelo Passos
Irmãos e irmãs!
Nesta reflexão vamos sintetizar a saga dos Hebreus no êxodo quando libertado por Moises da privação do Egito rumo a pátria prometida.
Deus enviou o seu eleito primeiramente inserindo-o junto a família real egípcia, onde, mesmo a contragosto do faraó, o acolheu em seu palácio acostumando-se as suas práticas. E deste convívio nutriu junto ao príncipe herdeiro uma profunda e fraterna amizade.
Elevado a príncipe, Moises ainda enfrentara toda a resistência do soberano, e após um ato heroico que resultou na morte de um soldado, o faraó ordenou sua captura e morte obrigando-o a se exilar em terras distantes.
Em Midiã,
onde se estabeleceu, esposou-se com aquela que o acompanharia por toda vida.
Enquanto isso, no Egito, liderado por seus consanguíneos e junto aos cativos, rogaram
ao Criador que os libertassem daquele sofrimento. E assim, Moises, com espírito
ciente, apesar da novidade, recebera de Deus a missão, os caminhos que deveria
percorrer e os desafios e riscos que enfrentaria aquele propósito.
Moises enfrentou a resistência daquele líder, seu fraterno espiritual, e aquele povo que mantinha uma rígida rotina inalterada por gerações do trono. O embate entre Moises e o Faraó perdurou por longínquas e exaustivas tratativas até se cumprir a determinação do Criador.
Essa ebulição trouxe a este conflito algo além do que simplesmente o cumprimento de uma ordem de Deus, isto é, conflitos limitados culturais quanto aos costumes da época e as práticas doutrinárias que se perpetuava era inflamada pela vaidade e impedia que o rei simplesmente libertasse os escravos cumprindo-se a vontade soberana de Deus.
A relutância acontecia uma vez que tais hábitos já fixados na rotina dos egípcios estavam ameaçados, e desde sempre, qualquer alteração em uma rotina causa sérios embaraços, afinal a vaidade e o orgulho quando confrontados pode despertar o pior nas criaturas. E a desvirtude, ainda presente em nós, é um vício da qual todos ainda precisam se libertar, pois muitos se acostumam com certos hábitos com normalidade, mesmo que isso provoque um abismo social e excessos. E conforme seja o cultivo de tais princípios, poderá escravizar o homem e deflagar uma série de injustiças, como também o homem se acostumar a penumbra de sua condição e se contentando com os desvarios de um ilusório poder.
Quando Moises recebera a missão teve de Deus a promessa que estaria junto dele até se cumprir a sua vontade. E assim ocorrera. Exaustivamente Moises se apresentava a Ramsés intercedendo pela libertação dos prisioneiros, mas este se mantinha resistente e decidira confrontar o poder de Deus. Naquele tempo, houve um importante conflito com nocivas consequências aquela população até a derradeira queda, levando Ramsés a alforriar seus servos.
Esta síntese traz a importância e a necessidade de uma profunda reflexão ao tempo presente diante o conteúdo desta passagem. Ou seja, será se fossemos nós aquele Faraó, com seus costumes, linhagem, aprendizados, crenças, poder, virtudes e desvirtudes associados as teimosias e vícios que carregamos, chegasse alguém que tanto prezamos, como este fato, será que libertaríamos de pronto os nossos escravos cumprindo um pedido de Deus?
Moises nos trouxe os mandamentos de Deus, estamos cumprindo em sua plenitude? Estamos apontando e condenando o outro? E nossa reação diante o diferente? Como tenho reagido?
Houve importante
progresso na humanidade, porém, será que passado milênios após a libertação,
será que estamos realmente libertos? Ou será que continuamos tão teimosos, orgulhosos
e afrontosos como Ramsés, confrontando e desafiando a Deus querendo impor a minha
vontade sobre a dele?
